Acho que foi o Oscar Wilde que escreveu que queria amigos que pudessem partilhar com ele a felicidade. Daqueles fixes, capazes de se rirem connosco mesmo quando a vida deles está uma merda porque lhes caiu o tecto na cabeça, a namorada foi pregar para outra freguesia ou o patrão lhes chateia a molécula até ao infinito e voltar. Amigos que estão lá depois dos enterros, das mágoas e da dor, no dia do casamento ou no dia do baptizado dos filhos a sorrir connosco como se a sorte fosse deles. Eu tenho muitos destes amigos. O problema é com pessoas que não me conhecem bem. Sou pouco reservada no que sinto, excessivamente transparente, dizem, os que já lidaram com o meu mau feitio. Quando estou triste toda a gente sabe mas, esta é a minha face mais rara, porque é a mais feia e eu sou vaidosa. O habitual é andar de sorriso escancarado, até porque é bonito e me custa caro, rir alto, falar uns decibéis acima do normal, andar contente é o que é. Não sou sempre feliz, a felicidade permanente é apanágio dos pobres de espírito e eu tenho uma alma que é uma riqueza. Mas este ar alegre, jovial e animado custa-me rótulos. É frequente que me considerem infantil, inquieta, tontinha deve ser o que pensam mas faltam-lhes tomates para dizer. Por isso a partir de hoje não há dentes para ninguém. Claro que eu não consigo mas, a ser franca, apetecia-me.
quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
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7 comentários:
Os rótulos que te colocam, são certamente fruto de inveja e de uma vida pequenina!
Ri-te mulher!
:-)
Junta-te ao grupo!!!
:)
eu ate acho piada que sejas tontinha! somos duas....
Borrifa-te para os pobres de espírito e continua a sorrir.
E deixo eu por aqui um sorriso!
Felicidade permanente, isso existe?
Menina,
Que delícia ler seu texto!
Sou do Brasil, algumas palavras/expressões soam um pouco diferente, adorei!
Ainda bem que não conseguirá esconder seus sorriso... quem sabe eu não o veja um dia desses!
Bj
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