Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Agora, se me esforçar a sério, talvez consiga respirar

Poderia chamar a isto o diário de um noiva, quase quase em cima do casamento, na era pós moderna (correcções antropológicas mais do que bem vindas). Amanheci cedinho com o sol a cumprimentar a cozinha, parti pela marginal para encontrar a Lena. A Lena é a manicure da minha mãe há anos e eu gosto de a usar em momentos especiais. Chegada ao sítio comecei a estranhar a voz arrastada com que a senhora me cumprimentou, seguiu-se o esclarecimento, "estou completamente drogada por causa da depressão". Uau, pensei eu, enquanto media os estragos que o pequeno alicate, que ela trazia na mão, podia fazer à minha mãozinha ou ao pézinho. Seguiu-se um tormento de uma hora, enquanto ela fazia o trabalho, contando-me como andava com receio que a segurança social lhe tirasse o filho para adopção (filho que tem 15 anos e que não corre risco-portanto isto é tudo delírio), e eu receava pelos bocados de carninha que a via agarrar. Quando a meio da coisa ela começou a vomitar apeteceu-me fugir aos gritos mas aguentei. Findo este episódio, livre da loucura, pensava eu, segui a minha vidinha. Não tinha dado dois paços, quando o Zezinho, um amigo do tempos de liceu, que acompanhei quando lhe diagnosticaram a esquizofrenia, contente de me encontrar, resolveu contar-me tudo o que imaginação dele tinha imaginado durante os últimos dez anos. De coraçãozinho apertado e aflita, sem saber o que fazer, corri dali para fora, foi o que me ocorreu.
O resto do dia foi bastante normal, fui buscar os bilhetes da viagem, o vestido à loja, fiz umas comprinhas e ainda abracei amigas que, não podendo ir ao casamento, fizeram questão de estar comigo. Deu-me muita vontade de rir quando, ao subir a avenida de Roma de vestido em punho, me cruzei com uns fulanos da EMEL. Estava tão feliz que me apeteceu fazer uma roda e pôr toda a gente a dançar. Cantei em plenos pulmões enquanto transportava, ao mesmo tempo, o vestido e a lua de mel no carro, senti-me importante. Agora estou tão cansada que só me apetece ficar sentada no chão a olhar o meu Rosa Clará penduradinho.
Ando tão ocupada a ser noiva que me esqueci de mandar beijinhos à Madalena e dizer-lhe que do pouco que sei tens uma mãe muito fixe.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Se estou nervosa

Perguntam as pessoas interessadas, esperando que desfaça em lágrimas, tremor e palpitações. Mas eu mantenho a postura e respondo, sem que se vejam as fasciculações da língua, que nem por isso. Minto com os dentes todos que tenho, claro! Então não havia de estar nervosa??!! Convidei mais de 200 pessoas, inventei entre elas relações que pudessem facilitar o difícil acto de sentar gente à mesa, escolhi um entre mil vestidos de noiva possíveis - "ficam-lhe todos tão bem" diziam as meninas da loja, para me dificultar a vida claro está-, escolhi música, escolhi decoração, decidi padrinhos, determinei atoalhados e comida, vou entrar numa igreja perante 400 olhos expectantes carregadinha de emoção e vergonha, cumpro ainda as ultimas horas de urgência e tenho pela frente uma semana cheia de provas, cabeleireiros e maquilhadoras.Claro que tive ajudas preciosas, claro que partilhei tudo com o meu homem mas, estou inquieta na mesma. E se tropeço no vestido, e se fura o pneu do carro, e se a cabeleireira me arranca o cabelo, e se me esqueço das alianças, e se milhares de outras coisas inesperadas. É chato pois é! Como será se houver mais do que duas pessoas de gravata na cabeça, bater de talheres na loiça ou buzinas durante o cortejo. Vá lá minha gente, há que manter a decência. Alivia-me saber que todos os que convidei são pessoas de que gosto muito e estarão lá, no essencial, para me ver feliz*.
*Alguns, que eu bem vos conheço, estão claramente mais interessados na bucha gratuita ou na exibição da roupa nova.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Metabloguismo ou lá o que é

O lançamento do livro da Ana pipoca foi ontem. Correu como ela merece, cheiinho de pessoas, uma fila de quase uma hora para lhe caçarem autógrafos, gente visivelmente emocionada e contente, outros curiosos de lhe conhecerem a cara, quase todos com boas intenções. Tenho para mim que há sempre um psicopata nestas coisas. Questão de probabilidade apenas. Ela estava linda, falou bem sem que lhe tremesse a voz, o Luís Filipe Borges teve piada a apresentar e até havia cocktail. A comida gratuita é uma coisa que me cativa sempre bastante.
Duas horas mais tarde pude assistir à entrevista do Pedro Mexia à Constança Cunha e Sá e, pese embora a falta de qualidade da mulher enquanto entrevistadora - é a minha opinião- devo dizer que foi um excepcional momento de televisão. As pessoas honestamente cultas e verdadeiramente inteligentes têm quase sempre o que dizer.

Tenho muita inveja das pessoas que dormem bem.

Aqueles seres, quais lontras fofinhas, que em qualquer superfície plana e independentemente do ruído, encerram as pálpebras e ligam o botão do sono. Depois dormem de forma contínua e sem sobressaltos o maior número de horas que lhes for possível. Nunca fui assim. Lembro-me de ter 3 anos e ficar angustiada com a hora da sesta. Por um lado era um momento gigante de solidão por outro havia em mim um sentimento de incompetência por não conseguir, como todas as outras crianças, fechar os olhos e nanar. Esta experiência, traumática como imaginam, despertava em mim maus pensamentos, era frequente desejar que eles fizessem chichi na cama para depois serem castigados e elaborar planos maquiavélicos que passavam por cortar o cabelinho de quem dormia ou colocar formigas nas orelhas das belas adormecidas. Não era por ser má era porque ficava triste e sozinha. Quando há alguma situação de stress a coisa complica-se. Na faculdade eram os exames, no hospital foram inicialmente os bancos e depois as chefias - como calculam há poucas coisas mais agradáveis do que não dormir na véspera de uma urgência de 24 horas- e agora é o casamento. Depois, no dia, fico calma calminha (era assim nos exames e é assim nos bancos) e, atrevo-me, sou capaz de boas prestações, algumas excepcionais diria mesmo. O pior são dias anteriores, não durmo, fico feia e amarrotada, cheia de mau humor, castigo as pessoas à minha volta (mas gosto muito de vocês tá!)e , pior, sofro. Ora eu não gosto mesmo nada de sofrer. Por isso se alguém tiver um botão de dormir à venda pense bem no assunto que sou rapariga para investir algum dinheiro no objecto.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Que não estou em mim de contentamento.

A minha mãe que, como se sabe, é a melhor que há nesta categoria, merece muitos beijinhos nesta altura. Merece-os porque gosta de mim e me atura mesmo quando sou insuportável, porque graças a ela consegui ser o que sou, porque me acha linda quando estou horrorosa (a prova é que achou que era a bebé mais linda do mundo quando nasci toda encarquilhadinha), porque está sempre lá mesmo quando, como agora, não lhe consigo dar muita atenção. Além disto tudo sei que vai estar linda para me levar ao altar e me deu a melhor prenda de casamento que poderia ter. Não vou dizer o quê e fica desde já claro que foi a mais importante.

Hoje chegou também a prenda minha tia Lena. Esta tia, irmã do meu pai, aturava-me um mês em cada verão da infância. Oferecia-me as gavetas com mil e quinhentos lenços, duzentas luvas e quinquilharia infinita para que gastasse o tempo e os espelhos lá de casa. Esteve em risco de ser minha madrinha, mas não podia ter duas, castiguei a mana.


No domingo foi a vez da família Nunes. Não bastava o entusiasmo da Bia que aos 13 anos será a mais empenhada e maravilhosa menina das alianças. Mandou fazer um vestido no Porto para que se saiba da entrega. O esforço do Paulo e da Mena para que seja elegantemente transportada até à igreja. A amizade imensa que me dedicam e a confiança de me entregarem nas mãos a saúdes dos filhos. Ainda terminaram com a angústia da máquina fotográfica. Sou desde há 48 horas proprietária desta princesa com as duas lentes retratadas.

tenho ou não tenho os melhores amigos/família do mundo?????

vocês vão dizer que não mas é tudo inveja

Domingo, 28 de Junho de 2009

O sábado amanheceu cinzento e eu cheia de neura, pelo tempo e pela vontade imensa que tinha de sair de casa. Respirei, saí para fazer compras, duas ou três coisinhas que me faziam falta para respirar. Um saco de praia, uns calções e um macacão depois, andava já, bastante mais feliz. Começaram os telefonemas, arriscamos a praia mesmo com o tempo feio, a meio do caminho começou a chover, hesitamos mas não desistimos. Tínhamos biquinis e calções, não havia retorno. O sol chegou e pôs-se um belo dia de praia. Primeiro eram 3, depois, ao fim da tarde, foram seis as meninas que não quiseram arredar da praia da torre. Corrida rápida ao centro comercial porque a prima Bá não ia a casa e a minha roupa não lhe serve, 1,73 de mulher, é qualquer coisa.
No restaurante, começamos 12 e acabámos 15. Uma diarreia mental frustre mas intensa, fez-me deixar escapar ao senhor do restaurante que aquilo “não era um aniversário, só uma despedida de solteira”, quando, no fim do jantar chegou o falo gigante esculpido em ananás houve receios sérios entre a assistência. Mas acho que reagi bem. Depois as meninas fizeram-me uma prova em que, para espanto de todos, passei com distinção. Era simples, adivinhar o que o meu homem respondia sobre mim às questões que elas inventaram. Por cada resposta certa, uma prenda. Ainda recebi o livro da Ana Pipoca autografado e um postal escrito por todas a gente. Por isso obrigado às meninas: Ana Bárbara, Ana Pipoca, Bá Picciochi, Catarina Mana, Cláudia Comadre, Isabel Becas, Leonor Boto, Natacha Choco, Marta micn, Mó Braz, Rita Loureiro, Rita Marques, Patrícia Lopes, Sara Almeida e Sara Shó.

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PS: Na página 211 do livro da Pipoca estão as dedicatórias. Nessa página está o meu nome... chego a ficar tremida de tamanha generosidade. Parece-me apropriado dizer, que o nosso tango, vai por ora, muito bem dançado.

PS2: Obrigado à minha amiga Fátima. Sei que não pudeste e sei o quanto querias e isto é para que saibas um quanto te gosto.

Sábado, 27 de Junho de 2009

AIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Sexta-feira à noite, primeiro fim-de-semana livre do mês de Junho, diz que é verão, e eu fechada em casa. Se por fechada eu estivesse a descrever o estado semi-vegetativo a que me entrego, quando desmaio o corpo sobre o sofá e não tenho ocupação que ultrapasse mudar o canal da televisão e trocar carinhos com o meu homem, eu seria uma mulher feliz, vos garanto. Resolvi entregar-me ao estudo, obrigaram-me, é mais verdadeiro. Agora é ver-me enterrar a cabeça do caracóis em 125000 artigos que versam a importância das fórmulas especiais para prematuros e a utilização de fortificantes para o leite materno. Assuntos de superior importância, bem sei, mas sobre os quais não me apetece pensar no presente momento. Agora é mais sol, praia, amigas, vestidos das amigas, festas, celebração, bronzeado, ensaios de dança. Não é justo que me veja obrigada a pensar sobre proteínas e calcio e fosforo e o raio que parta. Vai-se a ver e ainda me faz borbulhas. A compor a coisa amanhã, que tinha o primeiro dia de praia sério do ano programado, parece que vai chover.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

E agora

O homem, se é que era, morreu. O preto que não queria ser preto e conseguia, ainda assim, pôr os miúdos lá da rua, quase todos pretos, a ensaiar até ao desgaste do espelho e das cassetes pirata os truques de dança que nos impressionavam a todos. Lembro-me que até havia concursos, uns pequenos nas festas privadas, outros gigantes transmitidos em directo na TPA. Houve mesmo quem ficasse quase famoso por conseguir aproximar-se do "puro" Michael Jackson, só me lembro da Dina Diksson, mas sei que havia mais. Agora sem mais nem ontem, nem um vídeo de um bilião de dólares com 14 minutos de duração, nem uma operação plástica, nem uma roupa brilhante, nem uma coreografia, o homem, que não era e por isso não podia, morre. Com ele vai também um bocado da memória boa da minha adolescência.

No entanto

Junho é um rico mês. Há subsídio de férias, pelo menos, para esta fatia privilegiada da população a que eu pertenço e que são as pessoas com emprego estável. Logo o orçamento é sobredimensionado, logo posso dar algum espaço aos meus devaneios, logo (e neste momento já me pareço perigosamente com o Nuno Lopes, cá beijinho coisa linda, no anuncio de uma seguradora) talvez satisfaça algum destes caprichos, logo tudo o que antes escrevi será mentira, mas a coerência é uma característica claramente sobrevalorizada.

Economics in my life

Sou consumista confessa... ainda que me considere uma pessoa razoável, ouso até dizer, que sou justa, já que tenho preocupações sociais e cumpro os meus deveres cívicos com um rigor quase matemático (ia dizer militar mas a educação comunista não deixa). Como dizia no princípio, sou gastadeira, consigo sempre, e com riqueza onírica, arranjar razões que ombreiam a sobrevivência para justificar as compras que faço. Não poupo o que devia, ainda que tenha sempre alguma economia, mas também não vivo acima do que posso. É esta segunda parte que me anda a moer a interrogação ultimamente. Comemoro com júbilo as aquisições que, uma ou outra amiga, fazem dentro das minhas fantasias. Pergunto-me, logo a seguir, porque não serei eu capaz de satisfazer caprichos antigos (neste momento tenho a face contristada com dores) e correr a comprar a mala Prada, o relógio da Tag Heuer ou os sapatos Jimmy Choo que, com alguma frequência, ocupam os meus sonhos. Hoje percebi finalmente que tenho a mania parva de converter o dinheiro em horas de trabalho. Faço com que os artigos se traduzam em horas de urgência conferido-lhes valor diferente consoante ocorram ao fim-de-semana ou à noite. Assim sendo, se uma mala Prada custa um número elevado de horas extraordinárias (achavam mesmo que ia dizer quanto ganho à hora, pois), parece-me logo, excessivamente cara. Por isso lhe resisto. Claro que se comprasse menos porcariazinhas na Zara e afins logo me sobrava plaffon para estes mimos. Confesso que serei para sempre uma subdesenvolvida achando que a quantidade ultrapassa, em larga medida, a griffe. Reconhecendo e atribuindo mais valia à qualidade destes produtos não consigo largar o meu passado terceiromundista. Além de que, se trabalhar dá uma rica saúde ao corpo, oferece também, umas intensas dores nas costas.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Aviso à navegação

Todas as meninas que receberam um e-mail ou sms com um convite para a minha despedida de solteira devem entender um pequeno número de coisas que me parecem fundamentais. Chama-se despedida de solteira porque antecede o meu casamento, podia chamar-se "desculpa esfarrapada para um jantar de mulheres num restaurante porreiro de Lisboa" já que se trata só disso, um jantar. Foram convidadas, porque sendo pessoas dos meus afectos, confio no vosso extraordinário bom gosto e simplicidade. Ficarei agressiva e com convulsões, se sequer vos passar pela ideia, qualquer manobra de diversão que implique o uso de tule, perucas rosa furfoxenti, bouquets de falos ou t-shirts iguais com dizeres obscenos. Claro que é um receio infundado. Em rigor, a maior parte das minhas amigas nem sabe do que falo. O que é certo é que o diabo está sempre à espreita e poderia possui-las transitoriamente.
PS: homens nús e depilados estão também fora de questão.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Gostava de escrever mais mas, não tenho nada de jeito que dizer, ando aflita entre as urgências e os últimos preparativos para o casamento que me consomem até à medula dos ossinhos mais pequenos do esqueleto. Parece que o fim de semana foi de sustos. À minha husky mami favorita um grande beijo e toda a solidariedade. Se eu chorei como uma Madalena a ler, imagino o que tu passaste. À sô dona Pipoca um aviso: livra-te de morrer agora, que já te arranjei lugar numa mesa. Era o que mais faltava, depois de ter rebentado as veias todas dos olhos a tentar encaixar-te e ao teu homem, morrias, e eu tinha de fazer tudo de novo. Ainda corria o risco de ficar triste com o acontecimento. Nem penses hã!!.
Já o inicio da semana começou bastante bem. Recebemos a a visita destes papás , que traziam o piqueno a andar pelo seu pé, rindo e distribuindo sorrisos por quem os quisesse receber.
PS: comprei mais uns sapatos para o casamento. Fútil, gastadeira parece-me que oiço ao longe. Podia mandar toda a gente à fava e dizer que o dinheiro é meu, faço com ele o que quiser mas vou tentar convencer-vos que era absolutamente necessário. Isso, ou não arranjei desculpa melhor para os comprar.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Depois lembrar-me...

Que andamos a aprender a valsar. Estão a levar a coisa muito a sério, pensará o indivíduo incauto que ainda não teve o prazer de nos conhecer, outro, saberia que levamos tudo muito a brincar. Não havendo tempo - faço urgências com uma regularidade catastrófica - tivemos de improvisar. Somos , os dois, bons dançarinos. Tentamos desde logo evitar cena genial mas ridícula, que já todos presenciamos em que os noivos inocentes que se atiram ao Danúbio azul para inaugurar a pista. Sobre o olhar gozão e o riso mal contido dos convidados é vê-los tentar pela primeira vez a dança a par e nunca ultrapassar o saltitar descoordenado de uma perna para outra, sem ritmo, sentido ou harmonia. Confiando no meu passado de bailarina e na maravilha que é a internet, descobrimos aulas de valsa no youtube. Sempre que há um tempinho lá andamos os dois a ensaiar pela casa devidamente orientados pelos nossos professores internéticos. O resultado estará ao alcance dos happy few que vão estar presentes, a valsa escolhida também. Para nós, já valeu a pena, pelas gargalhadas que vamos soltando durante as práticas.

Note to self

Não menosprezar, nunca mais, a incrível arte que é, ser relações públicas. Profissão que era para mim do foro do ocultismo no sentido em que não tinha existência real. Sentar 100 pessoas de forma razoavelmente justa ultrapassa, em larga escala, o domínio exímio da física quântica em dificuldade, fazer disso ganha-pão deve ser um inferno.
Não ir experimentar roupa de saída de banco, além da cara amarfanhada, levo, habitualmente, uma incontinência emocional do caraças, pelo que, pode não correr bem.
Agora vou dormir a ver se começo a ter ideias de jeito.

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Tímida

Nunca modesta, isso não, que me falta o gene (paracuca não tem culpa). Nos últimos dias tenho tido um número excepcionalmente elevado de visitantes diários. Sei que isto é passageiro e que se deve aos prémios que, mui generosamente, me ofereceram a Sô dona Cocó (husky mai linda de seus fãs devotos), a Sô Dona Kitty e a Luna - rapariga simpática que só quer ser minha amiga internética, ao vivo nem pensar, que é demodé -. Não pensem que me queixo, longe disso, gosto bastante que cá venham. Faço isto para ser lido e fico solenemente irritada com aquela converseta de que os blogues são feitos do próprio para si mesmo. O problema é que cada vez que aqui venho sinto-me como se estivesse a viver o terrível pesadelo de ir trabalhar toda Nua. Eu explico: uma pessoa sai de casa, contentinha, feliz com o sol e a vida, chega ao trabalho e nem estranha os olhares que se multiplicam na sua direcção - a infinita beleza que a caracteriza desde o nascimento, habituou-a a isto -, esboça um sorriso e entra no elevador para se confrontar com o espelho e perceber que só tem a metade inferior da lingerie (bem bonita por sinal) vestida. É um sonho bonito e confortável, portanto!!! Descreve bem o que se passa comigo: abro o blogger, clico no envio de mensagens, começo a imaginar-vos todos a olhar e fico sem pio, que é como quem diz sem palavras para escrever.... mas não desistam há de passar.

Aproveito para publicitar dois livros de me pessoas que me são queridas, com a intenção clara de os receber como prenda devidamente autografada pelos autores.

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Segundas que parecem Domingos que por sua vez são Sábados.

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Isso ou como a preguiça toma conta de mim. Em lugar de tentar preparar a comunicação que vou apresentar dentro de duas semanas ou enfrentar esse fantasma que é sentar os meus convidados de forma minimamente simpática, entreguei-me ao ócio. Primeiro a praia, depois compras e agoras posts que não interessam ao menino Jesus.

Sábado, 13 de Junho de 2009

Quebrar os hábitos e as correntes.

Porque foi a Luna que me mandou e está em francês que faz tudo mais bonito. Eu, que tinha uma promessa firme, de nunca ceder a esta coisa cutxi-cutxi, quiduxa e semi pirosa dos prémios fiquei vaidosa e resolvi envergonhar-me.

1 – Colocá-lo no meu blogue. (Já tá) 2 – Indicar 10 blogues no feminino que eu adore. (Ver mais em baixo.) 3 – Informar os blogue indicados que receberam o selo. (Pois concerteza que vou aborrecer as pessoas que têm vidas para lá de interessantes, é que é já a seguir) 4 – Dizer 5 coisas que adore na minha vida e porquê.

Das cinco coisas da minha vida é fácil: O Francisco porque é, em muitos sentidos, a minha vida - tive a sorte de, encontrar o meu príncipe encantado, saber reconhecê-lo e ser feliz com ele-; esta coisa da Pediatria que me faz alçar o rabiosque da cama animada 90% das vezes que venho trabalhar; a minha família, complicadinha e irregular, mas maravilhosa; os amigos porque fui eu que os escolhi e, bons ou não, é destes que gosto; da minha casa que tem uma vista magnífica e é onde vivo feliz dos braços do meu amor.

Dez blogues no feminino que adoro, eu nunca usaria esta expressão mas, são as regras. A Paracuca diria "dez blogues de que gosto" e a Dra. Muxy-muxy, que é uma rapariga mais discreta, diria que eram blogues que via com regularidade :). Sendo honesta, são blogues de que gosto e que vejo todos os dias. Sem ordem específica:

1 - A pipoca mais doce, é muito por causa dela que tenho um blogue. Acho que é a forma mais honesta que tenho de a elogiar. Escreve bem, tem piada, é original, tem estilo, é gira e é minha amiga.

2 - A Luna, devolvo-te o cumprimento porque gosto mesmo das crónicas.

3 - A Angela que tem um blogue muitíssimo bem escrito e ainda por cima bonito.

4 - Miss Pearls vou lá todos os dias e consigo, quase sempre, sentir que valeu a pena. Há dias em que ela não escreve, mais valia não ir;).

5 - A (menina) Lasciva é o nível último da coquetterie de uma graça e bom gosto notáveis.

6 - A Kitty Fane que foi das primeiras que me linkou e contribui de forma muito substancial para que o Paracuca seja lido. Pela honestidade com que se mostra e com que escreve.

7 - A Leididi que tem um blogue giro, vá engraçadito, e a quem não devia fazer grandes elogios. O facto de, nem com uma consulta por messenger, lhe ter conseguido comprar um link mostra que ela não me curte lá muito;D.

8 - A Monica Lice que elevou o blogue a outro nível e o transformou o mini-saia num guia de consulta, quase obrigatória, para quem quer andar apresentável.

9 - A SMS porque quando for grande quero ser como ela em muitas coisas.

10 - A Miss K porque Gosto da estética e da escrita.

Agora não aviso a ninguém porque sou má.

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Obsessão 37

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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Look a like?



Parecidas dizias tu?! Este preconceito eurocentrico de que os pretos são todos iguais. Humpf!!!. Pois amanhã verás como somos diferentes. Diz que canta bem esta rapariga. Vamos então ouvi-la ao TAGV.
Amanhã, largo o trabalho cedinho, apanho o combóio que sabe a infância, e parto rumo aos braços do meu amor. Depois arranjo-me muito bem, saímos para jantar, japonês (please, please, please) e vamos ao concerto. Fico feliz só por antecipar um dia assim!
Quinta feira é dia de conhecer o cabeleireiro da noiva e experimentar penteados.

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

A estatística

Grande vitória do BE (sentimentos confusos, quinta emenda, já avisei), ganhou a Almôndega peluda, derrota pessoal do Sócrates, o Vital Moreira é o Avô Cantigas e troca de partidos como se fossem camisolas, o que quiserem. Mais de dois terços dos portugueses cagou - desculpa mãe, mas isto não é fazer cocó é mesmo cagar - para estas eleições. Diz que é porque é para as europeias, e que isso não interessa. Gostava de lembrar que é ali que se decide a vida e as regras dos cidadãos desta comunidadezinha pequenina e não participativa. Não sei o que isto representa de forma precisa, as ciências ocultas como a antropologia ou a sociologia estão muito para lá do que a minha inteligência permite, mas parece-me preocupante.
Encerro aqui o assunto politico no paracuca. Até me apetecer voltar a falar sobre isso que, quem manda neste estabelecimento sou eu, e não tem de haver coerência.

Domingo, 7 de Junho de 2009

Ah e tal é tudo a mesma coisa e nem vale a pena a chatice.

Eram seis e quarenta e cinco da manhã quando a Paracuca levantou os dez buracos de celulite que lhe enfeitam o real rabo e foi preparar-se para sair de casa. Acordou uma hora mais cedo para ir votar. Sim lindinhos mais do que um dever cívico, votar, é uma obrigação moral. Por respeito à Adelaide Cabete, ao Salgueiro Maia, à Benazir Bhutto e às milhares de pessoas que, querendo, ainda não o podem fazer. Uma manhã bem bonita para fazer a estrada que liga Algés ao Estoril. Mantenho a residência eleitoral no Estoril porque gosto da viagem e porque, dado o espírito de contradição que tão bem me caracteriza, adoro pertencer aos mil eleitores que o PC/PEV mantém no concelho de Cascais. Ah pois, voto na Ilda Figueiredo, é verdade. Assim como em todos os outros candidatos que o PC apresente, e até vos explicava porquê, mas os princípios fundamentais do materialismo dialéctico e a importância da defesa das classes trabalhadoras têm a mesma complexidade, pelo menos para mim, que o metabolismo fosfocálcico dos prematuros e neste momento não me apetece ter trabalho. Pouco me importa que votem no Avô Cantigas – confesso que imagino sempre o Vital Moreira de chapéu na cabeça e viola na mão, a cantarolar o fantasminha constipado no parlamento europeu -, no Paulo Rangel que me lembra sempre uma almôndega peluda, no Nuno não sei das quantas do CDS só porque ele é giro (apesar do estilo beto) ou até mesmo nesse vulto da nossa sociedade com carinha de ser equino que é a Laurinda Alves defensora, entre outras coisas, da prisão para as mulheres que interrompam uma gravidez ou da ilegalidade das uniões entre pessoas do mesmo sexo (fofinha, quiduxinha). Tenho sentimentos confusos sobre o bloco de esquerda por isso invoco aqui a 5ª emenda. Honestamente, magnânime como sou, perdoo-vos tudo isto. O que me faz ter vontade de vos bater é que não exerçam o vosso direito de voto, que não levantem esses cus do sofá para perder cinco minutos da vossa vida a cumprir o vosso dever. É o mínimo senhores.

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Não há auto-estima que sobreviva.

Uma rapariga, obrigada pela velhice prematura da sua colecção - nunca faço compras supérfluas, nunca, jamais, agora cá, logo eu!!! - sai de casa e vai comprar um biquíni. Inicialmente tímida, adia a entrada nas lojas do género, até estar psicologicamente preparada para esse confronto titânico, que há sempre, entre o nosso olhar e o corpo, despido, que se projecta sem perdão, no espelho. Decidida ultrapassa a porta, escolhe os modelos e sustem a respiração e a vista no caminho que a leva até ao provador. Já na cabine, abre os olhos devagar e, cheia de coragem, prepara-se para vomitar. Passado o susto inicial, as coisas nem estão assim tão mal. O pneu é o mesmo, a barriga não está mais saliente e a celulite, essa gigantesca cabra, tem os mesmos 10 buracos (conto-os todos os meses, não vá um perder-se) do ano anterior. Após o veste e despe, obrigatório destas aventuras, ouso dizer que a rapariga estava feliz. Aquilo não lhe ficava assim tão mal. O problema foi mesmo o excesso de confiança. A pessoa em questão, que era eu mas isso não é importante, estava tão nervosa que nem reparou na decoração da loja quando entrou. Pois que aquela trampa estava cheia de fotografias da Sô Dona Giselle em fato de banho. Com os mesmos fatos de banho que é suposto os mortais comuns experimentarem. Quem sabe até, ficarem convencidos de que fazem boa figura. Conseguiriam se não vissem a mulher, porque olhando para ela de frente é difícil, garanto-vos. Foi da maneira que poupei algum dinheiro. Em vez dos três conjuntos que ia trazer veio só um e, juro-vos, uma tremenda dor no peito.

As pessoas não podem ver nada!

Os amigos de São Tomé, de quem já aqui falei por mais de uma vez (sortudos hã!?), resolveram fazer blogues. Invejosos, invejosos, invejosos. Ainda são blogues novinhos a experimentar mas ide lá vê-los, são amigos. Há de menina e de menino se se portarem bem e postarem muito ganham links aqui ao lado ;).

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Não tenho culpa de conhecer tantas pessoas excepcionais.

Tínhamos mais ou menos 7 anos, foi quando me mudei para Luanda, por isso calculo que fosse essa a nossa idade. Não me lembro se nos conhecemos na academia, se em casa de uma de nós. Os nossos pais eram amigos e as nossas vidas cruzavam-se com alguma regularidade. Éramos amigas, não éramos as melhores amigas. Moldadas por um feitio marcado pelo facto de sermos filhas únicas (a minha irmã é só meia nos genes, gigante no amor), mimadas, pouco habituadas a ser contrariadas: tudo isto fazia com que a nossa relação fosse algo irregular. Chegou a adolescência, seguimos para a metrópole para estudar, cada uma a sua coisa, e quis a história que nos cruzássemos pouco.
Há dois anos recebi um telefonema da minha mãe a dizer que a Loulou, aquela que eu conhecia desde os sete anos, que tinha a mesma idade que eu, que sempre transpirou saúde, que tinha a cintura mais fina que eu conhecia e invejava, tinha um cancro. Isso mesmo. Cancro da mama. Foi um murro no estômago, cobarde, demorei um tempo infinito a falar com ela. A ser sincera só consegui no Messenger. Depois do “estás boa?” regular e insípido as perguntas sérias, “então a cirurgia?”, “a quimio?”, “o precisas de alguma cois?” necessário. A resposta veio em forma de lição de vida. “Sabes paracuca hoje já conduzi”. Depois de uma mastectomia bilateral, da rádio e da quimio o importante era aquilo. Era mostrar que se estava a ultrapassar tudo. Se lerem o Blogue dela percebem a grandeza desta mulher pequena. Garanto-vos que ela é mais do que uma pessoa que derrotou uma doença.
No dia 16 a Loulou casou. Mil parabéns minha linda.
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Queriam ver a mana, ora cá está!

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Foi o melhor que consegui. Não encontrei a caras então pedi a uma senhora na Praia que me emprestasse. Depois fotografei..... sou tão esperta.

Sábado, 30 de Maio de 2009

Estas pessoas que entram na nossa vida, nos obrigam a gostar delas e depois fogem deviam ser apedrejadas.

Fiquem desde já tranquilos que eu e meu Francisco estamos bem, recomendamo-nos e esbanjamos felicidade. Abandonem lá esses pensamentos maquiavélicos que dominam frequentemente a vossa mente perversa.
Faz agora um ano que nos entrou pela urgência adentro uma rapariguita que me irritou ao primeiro contacto. Pois que sendo uma internita, vinda de um hospital central que nós não temos em grande consideração - somos arrogantes sim e depois?!?-, em lugar de se apresentar caladita e respeitar a opinião dos crescidos, estava cheia de vontade própria e exigências. Pois que tantos bancos não quero, pois que se TENHO de fazer fins de semana quero só domingos, pois que mais uma série de coisas que já nem me lembro. Além disso ainda apresentava uma pochete como acessório à indumentária claramente abetalhada que ostentava. A dra. Muxy-Muxy, justíssima como é seu apanágio, pensou com os seus botões que tornaria a vida desta criaturinha bastante pouco fácil durante a curta estadia. O tempo foi passando e Dra Patty Pochete foi mostrando como era. Simpática e genuína, entrou-nos no coração, como se fosse fácil . Foi a todos os jantares e convívios e sem que déssemos por isso, era ela que tomava conta da organização de tudo. Tratou da minha prenda de anos, obrigando, os forretas dos outros colegas, a empenhar o couro para que eu fosse ao SPA do Ritz. Quis pôr uma cantora lírica no meu casório e, soubesse eu o que sei hoje, não teria sido semítica. Não bastasse tudo isto, ainda é uma médica de mão cheia, que trabalha como se não houvesse amanhã e faz todas as urgências que lhe pedem. Pelo menos uma vez por ano tira uma licença sem vencimento e vai, sem ganhar um tostão, trabalhar em Moçambique para ajudar populações carenciadas. Já estão todos apaixonados por ela!? Nós também.
Agora a parva vai embora e nós vamos morrer de saudades.
PS1: Não consegui convence-la a abandonar a pochete
PS2: Queria ter escrito uma coisa parecida para a nossa Liunori, que deixou muita saudade, mas à altura achei que era lamechas.
PS3:Vão gozar o sol que há quem não possa.

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Obsessão 36

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even when wearing high heels.

PS Post especialmente dedicado a todas as pessoas, pouco lúcidas claro, que me perguntaram se não tinha mais sapatos. Deixem que vos diga que vamos a menos de metade.

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Queridos amiguinhos

Estando trancada no hospital e por isso privada de meios de comunicação normais - talvez os sinais de fumo no exterior gerassem algum rebuliço e, para confusão, basta a causada pela boa utilização das urgências pelos papás extremosos deste país - aproveito este espaço para duas ou três comunicações do vosso interesse:
Já temos viagem de lua de mel, os amigos lindos que quiserem contribuir podem a partir de amanhã deslocar o corpo até uma qualquer agência Abreu e deixar lá a prendinha. Perguntem pela conta que está em nosso nome. As inscrições são limitadas.
A despedida de solteira ocorrerá no fim-de-semana de 26-28 de Junho, todos os outros estão preenchidos por essa tarefa emocionante que é fazer bancos como se disso dependesse a sobrevivência da espécie. Todas as minhas amigas estão desde já convidadas a participar e ORGANIZAR a mesma (eu não tem tempo e é noiva).
Eu já tenho dois pares de sapatos para o casamento, o que, não vos fazendo diferença, garante que ande mais feliz, logo, é de suma importância.

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

É só hoje, oh vá lá, deixem, sim?

Foi o que me apeteceu dizer quando o estúpido do despertador desatou aos gritos. Uma rapariga quentinha, nos melhores braços do mundo, na melhor cama que há, feliz do jantar da véspera e a vida à séria a chamar por nós como se fossemos imprescindíveis para os dias funcionarem. De vez em quando, raramente claro (não vá um dos meus chefes ler isto), apetece-me ligar para o hospital e dizer: "hoje não vou, estou doente, sofro de uma grande preguiça e apetece-me ficar em casa". Depois desligar o telefone e continuar, ainda que acordada, escondida em baixo do edredon. Contente da vida por estar a fazer gazeta. Depois de dez minutos a a gozar o meu plano lá me levantei, piloto automático até ao banho, escolher conscientemente a pior roupa possível - cada um protesta como sabe - e pôr-me a caminho para fora do paraíso.

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Tudo para me fazer a vida díficil


Então os senhores só vendem Louboutin em Lisboa em Agosto? Acham isso bem??? Depois de eu já estar casada e ter mandado vir uns lá de trás do sol posto??? Cambada de bandidos essa é que é essa.
Os meus não são estes que já não há... mas foi pipoca mai doce que mos mandou pelo maile:) Ia agora mostrar a toda a gente não?!?